Hoje assinala-se o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho. Este dia, foi celebrado pela primeira vez em 1966, em Nova Iorque, na Organização das Nações Unidas, tendo sido reconhecido em 2001 pela OIT.
Nesse mesmo ano, Portugal tornou-se o quarto país europeu a celebrar esta data.
Cristina Nunes, técnica de segurança e saúde no trabalho, desempenha a sua profissão há mais de 16 anos e considera que “as situações mudaram muito. Atualmente a Segurança e Saúde no Trabalho são compreendidas de forma mais holística. As empresas estão cada vez mais conscientes de que um ambiente de trabalho seguro não é apenas uma obrigação legal, mas também um fator essencial para a produtividade e satisfação dos trabalhadores.”
Ao Correio da Guarda acrescentou que “a implementação de políticas de bem-estar a promoção da diversidade e inclusão são reflexos dessa nova abordagem, também a regulamentação começou a ser mais rigorosa. As empresas que prestam o serviço de SST também elas contribuíram muito para o conhecimento e desenvolvimento de muitas ações e a própria Autoridade para as condições de Trabalho- ACT quer como ações preventivas, campanhas, ou fiscalizadoras, levou a que hoje se pense de uma forma diferente sobre o tema. A formação e capacitação dos trabalhadores passaram a ser prioritárias assim com a promoção de ambientes de trabalho saudáveis”.
Acrescentou que “a evolução tem continuado; temos no mercado uma grande variedade de equipamentos de proteção individual e coletiva, temos mais trabalhadores em usar os EPI´s, sinal que a informação sobre os riscos de exposição passou para os trabalhadores, em muitas organizações temos os próprios trabalhadores a refletir se a situação é segura ou não.

A ergonomia por exemplo, ganhou destaque, na procura de adaptar a condições de trabalho aos trabalhadores, reduzindo assim o risco de lesões e melhorando a qualidade de vida.
Em suma, a evolução da Segurança e Saúde no Trabalho é um processo contínuo, que procura não apenas proteger o trabalhador, mas também promover um ambiente que favoreça o desenvolvimento humano e profissional.”
Uma realidade bem diferente quando, terminada a sua formação, foi estagiar/trabalhar para uma empresa prestadora de serviços na área da Segurança Sano Trabalho.
“Encontrei – disse ao CG – uma realidade a nível nacional que nunca esquecerei, uma carpintaria com hortaliças la dentro, um grupo de mulheres a trabalhar numa cave sem janelas em terra batida, entre outras situações menos boas, os distritos maiores são aqueles que são mais difíceis de controlar, uma garagem serve para confeções, para uma oficina entre outros trabalhos.
Quando perguntava pelo licenciamento, esse documento não existia, no entanto tinham contrato com a empresa prestadora de serviços para que quando fossem fiscalizados, isso servisse como uma atenuante na coima, tinham contrato de SST, mas não tinham condições.
No decorrer dos anos vi crescer a preocupação em proporcionar condições aos trabalhadores, a compra de extintores, a existência de caixa de primeiros socorros, investimentos mais avultados ainda ficam para depois, mas podem ser pequenas coisas, mas que demonstra uma sensibilização maior para o tema da Segurança e saúde no Trabalho. Os programas da saúde e segurança começaram a ser integrados nas empresas, promovendo uma cultura de prevenção e proteção.”
Cristina Nunes considera o Dia Mundial da Saúde e Segurança no Trabalho “uma data de extrema importância que nos convida a refletir sobre as condições de trabalho em todo mundo, e a promover um ambiente laboral mais seguro e saudável.
Além disso o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho lembra-nos que a prevenção é sempre o melhor caminho. Devemos encarar a Segurança com um valor inegociável e uma prioridade em todas as atividades laborais”.