Linha da Beira Baixa: comboio não chega à Guarda

 


    A  abertura do troço, da linha da Beira Baixa, entre Abrantes e a Covilhã ocorreu há 120 anos,  em 6 de Setembro de 1891, com a presença do Rei D. Carlos e da Rainha D. Amélia. Recorde-se que dois anos depois, a 11 de Maio, foi  inaugurado o troço ferroviário entre a Guarda e Covilhã, integrado na linha da Beira Baixa. Já lã vão 118 anos...


 


     No longínquo ano de 1893, e como referia a imprensa local, “não houve grande aparato oficial, assistindo apenas o sr. Ministro das obras públicas, engenheiros e outros funcionários da companhia real dos caminhos de ferro e da fiscalização do governo, e poucos empregados mais”.


Seguindo o relato feito, a propósito, no jornal Districto da Guarda, “o comboio que inaugurou a linha partiu da Guarda perto da 1 hora da tarde e seguiram nele a maior parte das pessoas que tinham ido à estação esperar o nobre ministro, e muitos estudantes, a quem s. exª mandou dar lugar no comboio, chegando a chamar para junto de si alguns estudantes que já não tiveram lugar nos outros carros”.


     Independentemente do ardor festivo, e da modéstia da cerimónia inaugural, a 11 de Maio de 1983, a abertura deste troço marcou novas expectativas.


     O mesmo jornal, na edição seguinte, sublinhava que a disponibilização deste novo eixo facilitava muito “as relações do norte do país com a Covilhã, porque sendo aquele um importante consumidor da indústria covilhanense, será o seu transporte feito pela linha da Beira Alta, que lucra portanto com isso”.


     Nesta perspectiva o papel da Guarda, como centro de ligação das duas vias ficava realçado.  



  • Ligação suspensa desde Março de 2009


 


     Decorridos 118 anos após o início da exploração do troço Covilhã-Guarda muita coisa mudou e as exigências são, naturalmente outras.


     Contudo este eixo ferroviário, como têm argumentado várias entidades, pode ter um papel muito importante na génese de uma área urbana que funcione como pólo de desenvolvimento da região, interior, em que se insere.


 


     Actualmente, a circulação ferroviária no troço Covilhã – Guarda está suspensa, desde 2009, devido à necessidade de inadiáveis intervenções de modernização das infra-estruturas, de acordo com a informação divulgada, então, pela CP.


    Segundo a CP, esta primeira fase dos trabalhos de reabilitação envolveu um investimento total de cerca de nove milhões de euros (valores, iniciais, divulgados na altura) e inntegrou " o processo de valorização, que se encontra em desenvolvimento, do itinerário ferroviário da Linha da Beira Baixa, desde Mouriscas até à Guarda”...


    Agora, estranhamente fala-se no seu abandono definitivo...Decididamente alguém anda a brincar com os dinheiro dos contribuintes!! E uma decisão destas como se pode classificar?...


 

0