Manuel Madeira Grilo - Memórias de uma vida

 


     No Café Concerto do Teatro Municipal da Guarda vai ser apresentado amanhã, dia 11 de Novembro, o livro “Manuel Madeira Grilo – Memórias soltas de uma vida vivida para a Guarda”.


    Esta publicação dá sequência ao trabalho que Madeira Grilo deixou concluído, antes da sua morte, e com a qual os seus filhos o pretendem homenagear. Trata-se da “história de uma vida vivida para os outros, contada na primeira pessoa, onde relata, de uma forma muito pessoal, um conjunto vasto de registo de memórias, de um professor, de um empresário, de um dirigente associativo, de um autarca, de um bombeiro (...)”, como referem a propósito deste livro, cuja edição foi coordenada por Elsa Fernandes.


    A apresentação vai ser feita, a partir das 21.00 horas, por Álvaro Guerreiro e Luis Baptista Martins.


    Manuel Madeira Grilo ficará sempre associado à mais alta cidade de Portugal, mercê do dinamismo e atividades protagonizadas por um Homem que soube viver e sentir esta cidade; pela qual lutou, contra ventos e marés.


    Foi também uma referência no sector empresarial, onde deu o melhor do seu esforço; mas a Guarda, o distrito, o país, conheceram Madeira Grilo de outras funções e paixões, como sejam o Desporto, os Bombeiros, o Voluntariado, áreas onde deixou, como é do domínio público, marcas profundas, indeléveis.


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     Se ao nível do futebol, pelas instituições e estruturas associativas a que esteve ligado, deixou uma excelente intervenção (que honrou esta terra e a colocou pela positiva na ribalta), também no campo do voluntariado sobressaiu de forma eminente e exemplar, contribuindo, nomeadamente, para a realização – na Guarda – de importantes iniciativas, de que poderemos recordar (e é um dever de memória) uma das edições do Congresso Nacional do Fogo.


    Para além disso, Manuel Madeira Grilo esteve ligado à comunicação social regional – muito especialmente à sua Rádio Altitude, para onde soube cativar colaborações, apoios, afetos perenes – e deixou obra feita na promoção turística e económica da cidade. E, obviamente, o professor imprimiu o seu cunho próprio no campo do ensino, sobretudo através da Escola do Gaiato e outrossim nos serviços com responsabilidades na educação e aprendizagem, aos quais esteve ligado.


   A convergência nas apreciações feitas – ao longo do tempo – por representantes de vários sectores sociais, profissionais e económicos, traduz, sem sombra de dúvidas, o apreço pelo cidadão, pelo homem da paz que vestiu sempre a farda da solidariedade e assumiu, sem tibiezas, um notório exemplo de cidadania e de diálogo.


   Das suas publicações destacamos o “Dicionário de Provérbios”, um trabalho, com mais de 600 páginas, de recolha de provérbios que o autor fez ao longo de vários anos; livro a que se juntará a nova publicação, a apresentar amanhã na Guarda. (HS)


 

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