O conjunto formado pela Igreja de Santo António, o claustro e as ruínas do antigo Convento dos Frades, também designado por Convento de Santo António, na cidade de Pinhel, foi considerado de interesse público.
A portaria, já publicada em Diário da República, e assinada pelo secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, justifica o «interesse do bem como testemunho religioso, o seu valor estético, técnico e material intrínseco, a sua conceção arquitetónica, urbanística e paisagística e a sua extensão e ao que nela se reflete do ponto de vista da memória coletiva».
De referir que o convento capucho de Santo António de Pinhel, construído com verbas doadas por Frei Manuel das Chagas, funcionou durante pouco mais de um século, entre cerca de 1731 e 1834, data da sua extinção, à qual se seguiu a demolição de parte das dependências conventuais e a destruição das restantes, já no início do século XX, em consequência de um incêndio.
O complexo é composto pela igreja, de «sóbria frontaria maneirista e estrutura chã», e pelas ruínas do convento.