Região esqueceu o Tratado de Alcanices

              A passagem do 711º aniversário da assinatura do Tratado de Alcanices passou quase desapercebida na nossa região.


Embora a efeméride tenha sido, justamente, recordada por alguns (refira-se a alusão feita pelo excelente blog "Capeia Arraiana"), por parte de entidades e instituições a data foi simplesmente esquecida.

A importância deste Tratado para a formação da nacionalidade portuguesa é inquestionável; evidencia, decorridos todos estes séculos, Portugal como o país europeu com fronteiras mais antigas.

Até 1297 a linha de fronteira entre os reinos de Castela e Portugal era representada pelo Rio Coa; com a assinatura do Tratado de Alcanices, em 12 de Setembro desse ano, passaram para o domínio português os castelos do Sabugal, Vilar Maior, Alfaiates, Castelo Rodrigo, Castelo Bom, Almeida e a localidade de San Felice de los Galegos – na zona de Riba Coa – além de Olivença, Ouguela e Campo Maior.

O rei D. Dinis, de acordo com o estabelecido nesse tratado, desistia da posse de Aiamonte, Esparregal, Valência e Aracena. A conjuntura interna espanhola não deixou de se reflectir neste tratado, bem como a visão estratégica do monarca português.

De forma a reforçar os compromissos assumidos, foi firmada a promessa de casamento do rei espanhol, D. Fernando IV, com a filha de D. Dinis (a infanta D. Constança), enquanto D. Beatriz, infanta de Castela, foi prometida ao príncipe D. Afonso (filho de D. Dinis).

Julgamos que esta poderia ser uma data a aproveitar para se criar um envolvimento das autarquias e instituições de Riba Coa na realização, anual, de iniciativas centradas quer na divulgação de estudos relativos ao património desta zona, quer na animação dos centros históricos e dos monumentos de arquitectura militar aqui existentes. É fundamental que não esqueçamos a nossa identidade!...

 



Na foto: um dos monumentos de Alcanices (Espanha)

0