Um Chafariz na Agenda

  


       A Agenda Guarda, relativa ao mês de Maio, já está à disposição dos leitores; esta publicação, em boa hora lançada, tem correspondido às expectativas e afirmou-se como um utilíssimo auxiliar para o conhecimento das múltiplas propostas culturais, formativas, desportivas ou recreativas.


     E o registo, positivo, não é só feito intra-muros mas colhe elogiosas referências por parte de pessoas que nos visitam e as quais, de forma rápida, encontram na Agenda um conjunto de indicações de grande utilidade.


     Mas, por outro lado, esta publicação tem, de forma objectiva e oportuna, alertado para várias realidades (desafiando à reflexão) tão próximas e tão esquecidas; uma chamada de atenção que começa, desde logo, na sua capa. Vejam-se as anteriores edições e anote-se também a mais recente, ilustrada com o histórico Chafariz da Dorna.


     E vale a pena deixar, aqui, algumas breves palavras, como dever de memória.


    Associado, durante largos anos, às tradições académicas da Guarda, o Chafariz da Dorna é uma das poucas construções do género existentes nesta cidade.


     A escassos metros de um troço de calçada romana – da via que ligava Braga a Mérida – este chafariz, de estilo barroco, data de finais do século XVIII e foi uma importante estrutura do fornecimento público de água à malha urbana da Guarda.


     Ladeado, atualmente, pela Avenida Francisco Sá Carneiro este histórico chafariz passa desapercebido e escapa ao roteiro das atrações citadinas, ao estar encoberto por uma estação de serviço, localizada naquela rodovia.


   Nas primeiras décadas do século passado, o Chafariz da Dorna era o local de batismo dos caloiros guardenses, no contexto de uma tradição académica que tinha o seu ponto alto no primeiro dia de Dezembro.


   É fundamental que este e outros patrimónios citadinos sejam salvaguardados e devidamente valorizados, numa Guarda que não se deve render ao derrotismo, antes deve aproveitar e potencializar todos os seus recursos.


 



 




 

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