Manuel António Pina

No aniversário da sua morte, a memória de Manuel António Pina continua viva como uma das vozes mais singulares da literatura e do jornalismo portugueses.

Manuel António Pina, nascido no Sabugal em 1943 e falecido no Porto a 19 de outubro de 2012, permanece uma referência incontornável da escrita portuguesa, distinguido com o Prémio Camões em 2011

Jornalista durante três décadas no Jornal de Notícias, onde foi repórter, redator, editor e sobretudo cronista, Pina marcou o género com um estilo próprio, irónico e profundamente humano

A sua obra literária, que atravessa a poesia, a literatura infantil, o teatro e a ficção, revelou desde cedo uma voz original, marcada pela subtileza e pelo humor. Livros como Ainda Não É o Fim nem o Princípio do Mundo, Calma, É Apenas um Pouco Tarde (1974) e O País das Pessoas de Pernas para o Ar (1973) abriram caminho a uma carreira que se estenderia por mais de 30 anos

Recordado como um “poeta de todas as palavras” e um cronista de culto, Pina deixou também uma imagem de simplicidade e modéstia, mesmo perante os muitos prémios que recebeu ao longo da vida. Para colegas e leitores, foi uma “lufada de ar fresco” no jornalismo português, alguém que “deu vida às notícias” e reinventou a crónica contemporânea

No dia em que se assinala mais um ano sobre a sua morte, permanece a certeza de que a sua obra — traduzida em vários países e celebrada por diferentes gerações — continua a iluminar a literatura portuguesa. Como escreveu, “nós somos as nossas palavras”, e as suas continuam a fazer caminho.

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